Cognição
Aprendizagem: alteração relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, devida à experiencia, ao treino ou ao estudo; processo que ocasiona essa alteração.Os elementos caracterizadores da aprendizagem são:
- A alteração comportamental, pois só se pode falar de aprendizagem se o individuo adquiriu uma conduta que não possuía ou alterou uma já existente;
- As modificações apresentadas têm de apresentar caráter duradouro;
- A aprendizagem implica exercício, pois ninguém aprende sem experiência, prática, treino ou estudo.
Cognição: Cognição, por um lado, designa o conjunto de processos de conhecimento através dos quais um organismo adquire, trata, conserva, pondera e explora informação e, por outro lado, o resultado mental desses processos, isto é, os conhecimentos propriamente ditos. A cognição não é idêntica em todas as fases da nossa vida. As habilidades mentais criam-se e transformam-se em consequência da crescente maturidade fisiológica e da interacção permanente entre o indivíduo e o meio ambiente circundante. A cognição tem uma importante função adaptativa e o seu desenvolvimento permite uma progressiva complexidade, flexibilidade e sofisticação da capacidade de resolver problemas.
Condicionamento clássico: Processo de aprendizagem que se baseia na associação de um estímulo condicionado a um estimulo natural, de modo a que o individuo reaja ao estímulo condicionado do mesmo modo que reage ao estimulo natural.
Condicionamento operante: Processo de aprendizagem dinamizado pela obtenção do reforço e que é baseado na sua associação à resposta operante.
Motivação inconsciente: Freud chamou recalcamento ou repressão à tendência que os seres humanos têm de evitar inconscientemente a recordação de certas impressões e situações penosas.Há uma dimensão positiva no esquecimento, na medida em que desempenha uma função seletiva; o psiquismo necessita de depurar materiais, filtrar os conteúdos mnésicos, eliminando muitos deles, antes de se fazerem novas aquisições.
Memória: Processo de recordar conteúdos que foram adquiridos e armazenados para serem posteriormente utilizados. É o sustentáculo das nossas aprendizagens, permitindo ao ser humano um sistema de referências relativas à sua experiencia vivida e ao reconhecimento de si como pessoa de identidade própria. Aprendizagem e memória são processos indissociáveis, pois uma conduta só se considera aprendida se for retida ou memorizada e só se pode reter o que foi aprendido.
Memória a curto prazo: Retém temporariamente a informação que aí permanece durante um período mais longo do que na memória sensorial, não ultrapassando os 60 anos. As lembranças só aí estão disponíveis durante o tempo necessário para serem utilizadas. Tem capacidade de armazenamento limitada (8 itens), podendo ser aumentada se os itens forem associados em grupos. Cabe a esta memória selecionar e enviar os conteúdos significativos para a memória a longo prazo.
Memória a longo prazo: Concede-nos a capacidade de recordar uma quantidade substancial de informação durante períodos bastante longos. Tem grande flexibilidade na codificação dos materiais, tanto pode ser codificada em termos de imagem como verbal Recuperamos continuamente informação da memória a longo prazo, sendo a recordação um processo gerido pela memória a curto prazo.
Memória sensorial: As informações sensoriais são provenientes dos estímulos armazenados na memória sensorial por um curtíssimo espaço de tempo (+/- 0,25 s). Regista as impressões visuais, auditivas, olfativas ou tácteis sem as processar. Aí são retidos onde permanecem sem qualquer tratamento ou análise. As informações passam por esta memória, sem receber nenhum processamento, se lhes prestamos atenção, então os dados codificam-se e são transferidos para a memória a curto prazo, se não lhes prestarmos atenção acabam por se deteriorar.
Perceção: Em psicologia, neurociência e ciências cognitivas, percepção é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas. Através da perceção um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio. Consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos. A perceção pode ser estudada do ponto de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos evocados pelos estímulos nos órgãos dos sentidos. Do ponto de vista psicológico ou cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e outros aspetos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos. Na psicologia, o estudo da perceção é de extrema importância porque o comportamento das pessoas é baseado na interpretação que fazem da realidade e não na realidade em si. Por este motivo, a perceção do mundo é diferente para cada um de nós, cada pessoa percebe um objeto ou uma situação de acordo com os aspetos que têm especial importância para si própria.
Processo cognitivo: Processo cognitivo é a realização das funções estruturais da representação (ideia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado objeto. Constitui na execução em conjunto das unidades do saber da consciência, que foram baseados nos reflexos sensoriais, representações, pensamentos e lembranças, com o processo mental que consiste em escolher ou isolar um determinado aspecto de um estado de coisas relativamente complexas, a fim de simplificar a sua avaliação, classificação ou para permitir a comunicação do mesmo através da abstração.